Carissa macrocarpa

Código Vaso PAP cm Altura cm Preço Obs                                              
10.00200 17   90

13,40 €

 

Família: Apocynaceae

Origem: Região costeira de Natal, África do Sul

Sinonimo: C. grandiflora

Nome Vulgar: Ameixa de Natal e Amantungula

Esta espécie da família das Apocináceas, é apreciada pelos seus notáveis frutos comestíveis e látex leitoso inócuo. A Carissa macrocarpa (sin. C. grandiflora), é vulgarmente chamada de Ameixa de Natal e Amantungula.

Vigoroso arbusto lenhoso com abundantes braços espalhados, e seiva gomosa, a Carissa pode atingir uma altura de 5 a 6 m e uma largura igual. Os galhos estão armados com formidáveis protecções, de espinhos duplos, com pontas de 2 cm de comprimento. Folhas opostas largo ovaladas, com 3 a 5 cm de comprimento, coriáceas escuras, verde brilhante. Flores tubulares brancas, docemente perfumadas, com 5 lóbulos, de 2 cm de largo, isoladas ou em grupos, ao longo de todo o ano. Algumas plantas apresentam flores que são funcionalmente do sexo masculino, maiores que o normal e com anteras maiores, e estames muito mais curtos do que o padrão. Funcionalmente flores femininas têm estames do mesmo comprimento que o padrão e as anteras pequenas, sem pólen.

Frutos redondos, de forma oval ou oblonga, 6 cm de comprimento e até 4 cm de diâmetro, são verdes e ricos em látex, enquanto verdes. Com o amadurecer, a pele lisa transforma-se em magenta brilhante, revestido por uma fina camada esbranquiçada e finalmente, carmim escuro. A carne é macia, muito suculenta, com sabor e cor de morango, com manchas de seiva leitosa. As sementes, concentradas no centro, de 6 a 16 são pequenas, finas, lisas e castanhas, são imperceptíveis, quando comidas.

A Carissa é nativa da região costeira de Natal, África do Sul, e é cultivada no interior do Transval. Foi introduzida pela primeira vez nos Estados Unidos em 1886 pelo horticultor Theodore L. Meade. Então, em 1903, David Fairchild, que dirigia o Serviço de Estrangeiros e Introdução de Sementes de Plantas da United States Department off Agriculture, trouxe do Jardim Botânico de Durban, uma grande quantidade de sementes. Vários milhares de plantas foram reproduzidas em Miami e distribuída para testes na Florida, nos Estados do Golfo e na Califórnia, e muito esforço foi dedicado ao acompanhamento sobre o destino das plantas em diferentes zonas climáticas. A Carissa foi introduzida no Havai em 1905 e ao longo dos anos seguintes, foi amplamente distribuída por todo o arquipélago. Foi plantada nas Bahamas em 1913, nas Filipinas em 1924. É cultivada de forma limitada na Índia e na África Oriental. Foi amplamente plantada em Israel, prosperou e floresceu livremente, mas raramente frutificava. Além disso, é valorizada principalmente como uma barreira protetora.

Na sua terra natal, a Carissa é polinizada por insetos pequenos e mariposas noturnas e outros insetos voadores. Vários graus de infrutífero na América têm sido atribuídos a polinização inadequada. Verificou-se que as plantas improdutivas, aparentemente estéreis, vaêm a dar frutos após polinização cruzada efectuada manualmente. Em Portugal (Região Sul), diz-nos a experiencia, que apesar de as produções não serem muito abundantes, não se verificam problemas.

A Carissa, vai de subtropical, a perto do tropical, florescendo em todo o estado da Florida e resiste a temperaturas tão baixas como -3º C, quando bem estabelecida. Plantas jovens precisam de protecção quando a temperatura cai abaixo de -1º C. Melhor exposição em pleno sol.

Este arbusto prospera bem, em terreno rochoso seco, em barro vermelho ou franco arenoso e em solos arenosos ou alcalinos, embora este último possa induzir deficiências em oligo elementos. A planta tolera a seca moderada (Embora por experiência própria tenhamos verificado boa tolerância a seca severa) e tem alta resistência à salinidade do solo e ao ar marítimo. Não suporta o encharcamento.

As plantas podem começar a produzir frutos ao fim de 2 anos. Basta Adubar normalmente, com um fertilizante equilibrado, salvo no calcário onde os oligo elementos devem ser adicionados. Podar apenas o necessário para garantir a forma da planta. No entanto estas aceitam todo o tipo de podas inclusive em forma de sebes, tendo em conta que o corte excessivo prejudica a floração. Os cultivares, de forma compacta, devem ser mantidos sob controlo, caso contrário, eles são capazes de reverter para o tipo comum e desenvolverem rebentos vigorosos voltando à forma padrão.

A Carissa dá flor e frutos durante todo o ano, embora o período de pico da floração e frutificação se verifique entre Maio e Setembro. O pedúnculo permanece ligado à planta, quando o fruto é colhido.

Ácaros, tripes e mosca branca e ocasionalmente, cochonilhas, atacam plantas jovens, especialmente em viveiros e na sombra.

A Carissa deve estar totalmente madura, vermelho-escuro e levemente suave ao toque para ser consumida naturalmente. O Fruto é consumido na sua totalidade, sem necessidade de retirar a pele ou sementes. Em metades ou aos quartos são apropriados para saladas de frutas, gelatinas e usados como cobertura para bolos, pudins e sorvetes. As Carissa podem ser usadas em molhos ou em tortas e pastéis. Cozinhar em lume brando para que o látex da fruta não adira à panela (que não deve ser de alumínio), no entanto este pode ser facilmente removido com óleo de cozinha.

As Carissa podem ser conservadas, cozinhadas brevemente num xarope de açúcar e colocadas em frascos de vidro esterilizados. Peladas ou não, dão ainda para preparar compotas, conservas, xarope ou picles doces. A geleia é feita a partir de frutos ligeiramente amadurecido, ou uma combinação de verdes e maduros para realçar a cor.

As análises feitas no Brasil mostram os seguintes valores:

Calorias, 594/kg; humidade, 78,45%, proteínas, 0,56%; gordura, 1,03%; açúcar, 12,00%; fibra, 0,91%, cinzas, 0,43%.

O teor de ácido ascórbico foi calculado na Índia e fixado em 10 mg/100 g.

- Fruto

- Flor


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